A raiva feminina
- Adriana Boz
- 27 de fev.
- 1 min de leitura
Quando uma mulher chega ao consultório com queixas de cansaço crônico, irritabilidade, insônia e "tristeza sem motivo", vale perguntar: existe raiva aqui que não está sendo nomeada?
A literatura mostra que:
Sentimentos de impotência e injustiça são fontes reconhecidas de raiva e sofrimento psíquico, e que permitir que essas emoções sejam traduzidas em ação pode ser protetivo para a saúde mental.
A experiência de ter sua capacidade de conhecimento sobre si mesma injustamente negada (injustiça epistêmica) é reconhecida como fonte de dano iatrogênico em contextos de saúde mental.
Mulheres em programas com perspectiva de gênero relataram a importância de reconhecer como suas experiências de vida impactam sua raiva, suas relações e seu tratamento. Pediram especificamente que profissionais fossem mais sensibilizados sobre essa conexão.
Referências principais: Thomas SP. (Ed.). Women and Anger. New York: Springer Publishing, 1993. Thomas SP. Women's anger, aggression and violence. Health Care Women Int. 2005;26:504-522. Thomas SP. Women's anger: relationship of suppression to blood pressure. Nurs Res. 1997;46:324-330. Nota sobre limitações das evidências: As buscas realizadas não recuperaram o texto completo do estudo original de Thomas (1993) com as 535 mulheres. Os dados apresentados vêm de revisões que citam esse estudo (especialmente a revisão do Seattle Midlife Women's Health Study publicada pela Menopause Society). Os temas centrais (impotência, injustiça, estresse vicário, supressão)


Comentários